Quando for pensar.

Sempre que pensares em mim, lembre se que sou como o vento, sou como a brisa que adentra sua casa e levemente toca sua face. Como a um beijo, eu lhe afago e envolvo nun toque singelo.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A insanidade do meu pesar.

O que estou fazendo comigo, e contigo meu menino?
Incrível como sua luz atraiu a minha e seu sofrimento despertou minhas recordações, na pela primeira vez que o via frente a mim nesta vinda, quis arremessar-me, cheia de confiança e saudades, e em seus braços senti uma vergonha de mim unida a uma vontade de não lhe soltar.
A vida nos prega peças, e muitas dessas peças nos trazem a profunda revelação de nossos destinos e caminhos. Descobri que a saudade que eu tinha de mim não era de mim na realidade, e sim de você.
O sentimento veio em ondas pelos seus olhos, e depois em vendaval nas suas cartas em rede social, pude me ordenar e me perder por instantes quando propôs que nos víssemos, e fui à bancarrota emocional quando me confidenciou seu amor por outra pessoa, mais confusa fiquei quando te quis, e me achei no direito de tomar-te por meu pelo menos em um beijo, senti um vazio na partida, levei a minha negação, calei-me por um tempo, logo retomando e recobrando a consciência, pude te encarar novamente, e seguir em frente foi à única opção que me restava.
Deixei o tempo fazer seu papel e logo você me procurou, eu ainda sofrida e perdida, ouvi de ti que tudo realmente era uma novidade que passara com o encontro; novamente me enfureci de paixão e com o ímpeto de tornar me compreendida lhe arremessei meus desejos e furiosa lhe mostrei que não por mim, não eu, não até agora, e nem posteriormente.
Abri para você tudo que pude, o que estava aprisionado nas minhas saudades de um alguém que pensavas ser eu mesma, com todo amor me coloquei de sua confidente, cruelmente me tomei no lugar da amiga que consola o amor pela mulher amada. Enchendo mais uma vez meu peito de sentimentos guardados e ocultos, forjando um ar de que tudo esta bem e que eu não me importo. Engano meu pensar que não seria nunca nesta vinda correspondida. Talvez pela presença leve e delicada, me aninhei em seu peito, e com a amizade pude plantar em ti uma semente de esperança.
Esperança que era minha, também te descortinou, iluminou, seus pesares foram arrancados com destreza pela amiga que sofria perante tal presença e força de um amor platônico.
A saudade agora já não mais incomodava quando perante a ti, mas, doía na distancia. A vontade de sentir em seus lábios o calor e o gosto, já estava me tomando, e enlouquecia pouco a pouco, com carinhos e compreensão de amizade verdadeira, um querer bem que me completava dia a pois dia.
Na face do amigo a derradeira razão de todo aquele aproximar-se quase que unindo nossos corpos, estava prestes e explodir em outros encanto e magias que nos aguardavam num futuro breve. Sentia como se fosse não mais agüentar, e meu riso para ti escondia as lágrimas. Tudo que queres, eu tenho, tudo que quero, tu tens, o amor, a força, a vida, a inteligência, a compreensão, a face semelhante, e a mesma primavera no querer. O fogo, a ardência, a voracidade de buscar no mundo do outro o que não temos em nós, os corpos cansados, o físico e o peito abalado pelos caminhos insanos e incertos desse mundo cão, e a fuga equivocada de nós mesmos, o prazer e a glória que se estremecem e soam ao tocar das almas aflitas e inquietas, frente a uma tela que inutilmente passava algo não mais importante que nossos olhares um dentro ao outro.
Pude sentir em minhas mãos seu tórax tremulo, de medo, prazer e desejo, pegou minha mão para ti, e a pousou em seu colo, ofegante e profundo, com caricias me pus perto o suficiente para em meio a tanto barulho ouvir apenas seu coração.
Estava a ponto de te sentir, mas, o respeito ao seu não de outrora e ao sermão de que seria inviável e impossível naquele momento, instante, me podavam o desejo. Mas eu não compreendia como dizias não e ao mesmo tempo se aproximava tanto de mim.
Inclinei-me e pude te encontrar ali tão disposto e solicito a ser tocado, que não resisti.
Joguei-me no mar de infinito desejo que nos circundava naquele local, tão cheio e tão vazio, com muitos a nos espreitar, e nada que nos detivesse.
O sabor tremulo dos seus lábios frios, pedindo beije-me, estavam a me tentar de tal forma que eu não resistiria nem mais um segundo se quer.
Tímido e acalentador nos provamos assim como quem toca a uma pétala com os lábios. Calmos e tranqüilos respirando hálitos e trocando calores, nos afastamos em um breve momento, só para retomarmos ao delírio dos toques de bocas, mas não mais tranqüilos e delicados, agora, tomados por um amor e uma vontade, instinto do desejo se apoderou de nossos corpos, nos desdobrou para outro lugar qualquer quer não aquele. Agora mais tão plenos e completos, aquecidos e confusos em onde era o eu ou você.

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